O senador Aécio Neves (PSDB-MG) voltou ao Congresso Nacional nesta terça-feira (4) depois da campanha eleitoral na qual foi derrotado pela presidente Dilma Rousseff (PT), reeleita na disputa em segundo turno.Diferentemente dos demais parlamentares, que costumam descer do carro já na entrada do prédio principal, o senador saiu do veículo na rampa do Congresso e, acompanhado por homens da Polícia Legislativa, fez uma caminhada entre os simpatizantes que o aguardavam e o receberam aos gritos de "Aécio, Aécio".
"Eu não podia esperar uma recepção tão forte, tão marcante”, disse o senador após passar pelos simpatizantes e chegar ao Salão Azul do Senado. “O Brasil despertou. O Brasil hoje é diferente do Brasil antes das eleições. Emergiu um Brasil que quer ser protagonista do seu próprio futuro”, declarou.
Na semana passada, quando os parlamentares voltaram a trabalhar, o candidato a vice-presidente de Aécio, também senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), rejeitou a oferta de diálogo da presidente Dilma Rousseff e fez duras críticas à campanha do PT. Nunes é o líder do PSDB no Senado e atua na linha de frente da oposição na Casa.
Em rápida conversa com jornalistas, Aécio disse rechaçar toda ameaça à democracia. Desde que foi derrotado por Dilma Rousseff, no último dia 26, foram registradas, tanto em redes sociais quanto em atos públicos que pediam o impeachment da presidente, manifestações pela volta dos militares ao poder.
“Eu respeito a democracia permanentemente e qualquer utilização dessas manifestações no sentido de qualquer tipo de retrocesso à democracia terá a nossa mais veemente oposição. Eu fui o candidato das liberdades, da democracia, do respeito. Aqueles que agem de forma autoritária e truculenta estão no outro campo político, não estão no nosso campo político”, declarou.